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COVIBESIDADE: “Mudanças emocionais e afetivas são a ponta do iceberg”

No âmbito do 25.º Congresso Português de Obesidade, que decorreu em formato presencial, no dia 20 de novembro, no Tivoli Oriente, em Lisboa, teve lugar um simpósio dedicado à Pediatria com o tema “Obesidade em crianças escolares portuguesas”. Em entrevista, a Prof.ª Doutora Carla Rêgo, no papel de moderadora da mesa, destacou os pontos-chave e os desafios em idade pediátrica. Veja o depoimento em vídeo.

A especialista em nutrição pediátrica começou por referir que foram “abordados dois temas” durante a sessão. “O primeiro tentou transmitir a experiência de um estudo de vigilância europeu de obesidade infantil: o COSI”, afirmou a Prof.ª Doutora Carla Rêgo, explicando que o COSI mostra que há uma ligeira tendência de redução do excesso de peso e da obesidade em crianças”. No entanto, deixa o alerta de que ainda “há muito para fazer porque a prevalência continua a ser elevadíssima, mais de 30%”.

A segunda apresentação debruçou-se sobre duas pandemias: a COVID-19 e a obesidade -, dando origem à COVIBESIDADE. “No fundo, duas pandemias que se juntaram, agravando à partida a pandemia da obesidade”, acrescentando que “a mensagem que se pretendeu passar é que de acordo com os poucos estudos que vão havendo em idade pediátrica, é evidente que houve mudanças de comportamento alimentar associada ao stress, à pressão, a um consumo de alimentos com mais satisfação emocional.”

Como nota final, a especialista remata que “a parte do estado nutricional será provavelmente uma componente que reflete por si só mudanças do estilo de vida relacionadas com a COVID-19, mudanças emocionais e afetivas inerentes à mudança familiar e das escolas. Mas estas questões são a ponta do iceberg devido ao stress crónico em algumas crianças por estarmos perante uma situação que dura há um ano e meio que terá repercussões francamente mais marcadas do que as que temos noção atualmente.

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